Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que permanecerá nos Estados Unidos e não pretende retornar ao Brasil no momento. Ele pretende abrir mão do mandato na Câmara dos Deputados.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 14, o parlamentar explicou que a decisão é fruto do receio de ser alvo de perseguição e prisão pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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Eduardo afirmou que só considera voltar ao Brasil quando Alexandre de Moraes “não tiver mais força para me prender”. Ele também disse estar se “sacrificando para levar adiante a esperança de liberdade”.
Está difícil de acreditar que não está preocupado hein… pic.twitter.com/D5y2FwsekU
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 13, 2025
O prazo da licença do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na Câmara acaba no próximo domingo, 20. Eduardo disse estar em contato com alguns assessores para definir o que fazer. “Se for o caso de perder o mandato, vou perder o mandato e continuar aqui”, disse ao Estadão. “O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil.”
Caso permanecesse no Brasil, explica o deputado, ele ficaria suscetível a restrições como apreensão de passaporte e investigações. “O STF, quer dizer, Alexandre de Moraes, ia tentar colocar uma coleira em mim, tirar meu passaporte, me fazer de refém, ficar ameaçando, como ele sempre faz.”
Eduardo argumentou que só retornaria ao país se o cenário político garantisse igualdade de tratamento entre deputados de diferentes espectros ideológicos. Além disso, destaca não precisar mais do diploma de deputado federal para abrir portas e os acessos que tem nos EUA.
Questionado sobre a possibilidade de prisão, Eduardo Bolsonaro declarou ter convicção de que seria detido caso retornasse ao Brasil. O deputado relatou um movimento recente, liderado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou ao ministro Alexandre de Moraes ações contra ele, como apreensão de passaporte e prisão.
Bolsonaro não foi comunicado sobre permanência do filho nos EUA
Eduardo mencionou ainda que não comunicou oficialmente o pai sobre a decisão de permanecer nos EUA, mas disse que suas opções são claras: permanecer nos Estados Unidos ou retornar ao Brasil e ser preso. “Acho que ninguém duvida que eu seria preso se eu retornar para o Brasil.”
Em relação a possíveis críticas por suposta fuga, negou qualquer receio e afirmou se sentir seguro em suas escolhas. Ele ressaltou que tem recebido apoio popular nas redes sociais e em eventos realizados na Califórnia, além de anunciar um novo encontro com a comunidade brasileira em Miami, previsto para 26 de julho.
Trump não está interferindo no judiciário brasileiro – se esta fosse a crítica, Lula seria criticado por ter trazido uma condenada por corrupção do Peru ou tirado foto com placa “Cristina livre”.
Trump está se defendendo de uma ditadura prestes a se consolidar. pic.twitter.com/04L83JUIEN
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 14, 2025
Ao comentar a percepção de interferência dos Estados Unidos em questões judiciais brasileiras, Eduardo Bolsonaro declara que “um País que não tem um judiciário decente não tem soberania”.
Ele comparou o Brasil a Venezuela e Cuba e afirmou que o Judiciário estaria sendo usado como instrumento político. Segundo Eduardo, a atuação internacional buscaria pressionar por mudanças. “É isso que o Trump está tentando corrigir, não interferir. Porque ele sabe que, se não houver uma pressão de fora, o Brasil vai ficar no mesmo nível da Venezuela.”
O deputado lembrou a impotência de Moraes para extraditar o jornalista Oswaldo Eustáquio da Espanha. “As ordens dele não têm credibilidade mais. No começo até prenderam uma meia dúzia de brasileiros na Argentina, mas depois não se prendeu mais nenhum brasileiro. E o Moraes pediu mais de 60 nomes.”
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