Petistas querem mudar eleições para não perder espaço no Senado

Petistas querem mudar eleições para não perder espaço no Senado

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão considerando uma mudança nas regras eleitorais para o Senado Federal em 2026, quando 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. 

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para modificar o atual sistema. O texto estabelece que cada eleitor deve ter direito a um voto, mesmo com duas cadeiras disponíveis por Estado para o Senado. 

“Nas eleições que promovam a renovação de dois terços do Senado Federal, o eleitor disporá de um único voto, sendo eleitos os candidatos que obtiverem as duas maiores votações”, estabelece a proposta do petista.

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O objetivo do projeto de Randolfe Rodrigues é diminuir as chances de que nomes da esquerda não deixem a Casa em detrimento da vitória de candidatos da ala mais conservadora — um dos principais trunfos da direita nos últimos tempos, sobretudo depois do resultado das eleições municipais. 

Garantir o controle do Senado é visto como essencial para um potencial segundo mandato consecutivo de Lula ou de qualquer candidato de esquerda a partir de 2027. 

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A gestão petista teme que, se o Senado for dominado pela oposição, possam avançar propostas de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de buscar apoio antecipado para candidatos da base governista, a mudança nas regras eleitorais é considerada uma ferramenta para prevenir a formação de uma maioria conservadora no Senado.

Petista fala em “falsa impressão de maior legitimidade” na votação para o Senado

Na justificativa da PEC, Randolfe Rodrigues afirma que o eleitor é “psicologicamente condicionado a fazer escolhas singulares”. “Na disputa de todos os demais cargos eletivos, o eleitor vota em um único candidato”, argumenta o senador.

“É ilusório acreditar que, tendo de votar em dois candidatos a Senador, ele dedique o mesmo grau de atenção e cuidado naquela que constitui a sua segunda escolha”, declara. “E, sem meias palavras, é disto que se trata: o eleitor costuma ter preferência por um candidato, propiciando, na disputa por duas vagas ao Senado, o fenômeno do voto ordinal subjetivo.”

O parlamentar diz que o segundo voto — garantido por lei ao eleitor — é realizado “sem maior reflexão e na esteira do primeiro” e que o atual modelo é uma “evidente distorção”.

“O pleito com dois votos também pode proporcionar uma falsa impressão de maior legitimidade dos eleitos comparativamente ao Senador escolhido nas eleições anteriores, já que a probabilidade de receberem uma votação mais expressiva é maior”, acrescenta Randolfe Rodrigues.

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Fonte: https://revistaoeste.com/politica/petistas-querem-mudar-eleicoes-para-nao-perder-espaco-no-senado/

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