Desenhos de estudantes dão identidade ao novo portal sobre trabalho infantil

Desenhos de estudantes dão identidade ao novo portal sobre trabalho infantil














Ilustrações nasceram do concurso ‘Cores do Ipê’, promovido pelo TRT da 10ª Região (DF/TO), e aproximam conteúdo institucional do olhar de crianças e adolescentes

 

12/10/2026 – Desenhos produzidos por estudantes da rede pública do Distrito Federal e do Tocantins passaram a integrar a página principal do novo portal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem. As ilustrações são resultado do Concurso Cultural de Desenhos ‘Cores do Ipê’, promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO).

Lançado em julho, o portal reúne ações do programa, legislação, estatísticas e outros conteúdos de interesse público. Além de tornar a navegação mais intuitiva e acessível, a reformulação incorporou à identidade visual da página desenhos criados pelas próprias crianças e adolescentes.

Arte e educação em direitos

O concurso ‘Cores do Ipê’ é promovido pelo Subcomitê Regional de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-10. A iniciativa convida estudantes a refletirem, por meio da arte, sobre os direitos da criança e do adolescente.

A cada edição, é apresentado um tema relacionado à proteção integral da infância. A partir dele, os participantes podem expressar, por meio dos desenhos, sua compreensão sobre o assunto, suas experiências, seus sonhos e sua visão de mundo.

Segundo as juízas do trabalho Francielli Gusso Lohn e Laura Morais Ramos, gestoras do subcomitê regional, a proposta é levar assuntos, muitas vezes tratados apenas no campo jurídico, para uma linguagem mais acessível, sensível, criativa e lúdica.

“Mais do que uma competição, o concurso é uma ação de educação e conscientização em direitos humanos, que estimula o protagonismo infantojuvenil e promove o diálogo sobre a importância de uma infância protegida”, afirmam.

Do concurso para o novo portal

As imagens incorporadas ao portal estão entre os desenhos premiados em edições anteriores do concurso. A ideia de utilizá-las surgiu após a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do CSJT conhecer o trabalho desenvolvido pelo TRT-10.

A comissão convidou o tribunal a levar as produções para a nova página, reconhecendo o potencial educativo da iniciativa. Para as magistradas, a escolha aproxima o conteúdo institucional do público e dá autenticidade à identidade visual do portal.

“Em vez de recorrer apenas a imagens ilustrativas, o portal passa a apresentar produções criadas pelas próprias crianças e adolescentes que participaram do concurso, conferindo autenticidade, sensibilidade e identidade à página”, destacam.

Além de tornar a navegação mais acolhedora, os desenhos reforçam, de maneira lúdica, a mensagem central do programa: crianças e adolescentes têm direito a uma infância protegida e ao desenvolvimento pleno de suas capacidades.

Sonhos, brincadeiras e oportunidades

Embora sejam produzidos a partir de um mesmo tema, os desenhos apresentam diferentes formas de compreender e representar a infância. As imagens retratam brincadeiras, escola, convivência familiar, amizade, liberdade, esperança, sonhos e oportunidades.

Também demonstram a percepção de que crianças devem aprender, brincar, conviver com a família e desenvolver seu potencial, em vez de trabalhar precocemente. Cores vibrantes, elementos da natureza e símbolos de proteção aparecem nas produções e ajudam a transmitir uma mensagem de alegria e de perspectiva de futuro.

Para Francielli Gusso Lohn e Laura Morais Ramos, essa diversidade de interpretações é um dos aspectos mais marcantes do concurso. Cada participante apresenta uma leitura própria sobre os direitos da infância, o que amplia o significado das ilustrações reunidas no portal.

Informação que também sensibiliza

As gestoras ressaltam que o enfrentamento ao trabalho infantil depende da conscientização da sociedade. Práticas ainda naturalizadas podem esconder situações de violação de direitos, e a arte contribui para provocar reflexão e despertar empatia. “Ao utilizar desenhos produzidos por crianças e adolescentes, o portal convida o público a enxergar essa realidade a partir da perspectiva de quem deve ser protegido”, afirmam.

Segundo as magistradas, quando a infância é representada pelas próprias crianças, torna-se mais clara a compreensão de que estudar, brincar, conviver em família e sonhar não são privilégios, mas direitos fundamentais.

Com a nova identidade visual, o portal se consolida não apenas como fonte de informação, mas também como espaço de sensibilização e educação em direitos humanos. A página reforça ainda que a erradicação do trabalho infantil é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, escolas, instituições públicas, empresas e toda a sociedade.

Sobre o programa

Criado em 2012, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem é uma iniciativa permanente da Justiça do Trabalho. Suas ações buscam contribuir para eliminar a exploração do trabalho precoce, estimular a aprendizagem profissional e ampliar a articulação com instituições parceiras em todo o país.

Acesse o portal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem.

(Nathalia Valente/JS)
 


Fonte: https://www.csjt.jus.br/web/csjt/-/desenhos-de-estudantes-dao-identidade-ao-novo-portal-sobre-trabalho-infantil

Deixe um comentário