Sargento que matou esposa com tiros e 51 facadas em clínica é condenado a 123 anos de prisão

Sargento que matou esposa com tiros e 51 facadas em clínica é condenado a 123 anos de prisão

Justiça torna sargento Samir réu por feminicídio e tentativa de homicídio da filha
O sargento da Polícia Militar (PM) Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por matar a esposa com facadas e tentar matar a filha de 10 anos em uma clínica médica. O julgamento durou dois dias no Fórum de Santos, no litoral de São Paulo.
Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi assassinada pelo marido com três tiros e 51 facadas dentro de uma clínica no bairro Marapé, em maio de 2025. A filha do casal, que tinha 10 anos na época, também foi baleada, mas sobreviveu após permanecer internada por seis dias. O policial foi preso em flagrante.
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Samir Carvalho matou a esposa a tiros dentro de clínica médica em Santos (SP)
Redes sociais e Daniela Rucio/TV Tribuna
Samir foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado contra a filha. O julgamento começou na quarta-feira (14) e terminou na noite de quinta-feira (15).
No primeiro dia, foram ouvidas as 12 testemunhas, sendo cinco de acusação e sete de defesa. Já nesta quinta-feira (15), foi a vez do depoimento do réu. No entanto, ele afirmou que não se lembrava do dia do crime.
Em seguida, os representantes de acusação e defesa apresentaram as teses aos jurados. Os debates duraram mais de cinco horas até a sentença que saiu por volta das 21h desta quinta-feira (15).
O advogado João Carlos Campanini, que representa Samir, afirmou que pretende entrar com recurso contra a sentença. “A defesa espera ainda recorrer para que esse júri seja anulado, para que ele tenha uma nova chance de provar que ele não estava com as faculdades mentais aptas, e ele não queria esse resultado, ou seja, ele não tinha sua vontade livre e consciente, ele não tinha o dolo da conduta”, afirmou.
Samir Carvalho matou a esposa Amanda Fernandes dentro de clínica em Santos (SP)
Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal e Redes sociais
Em nota divulgada antes do júri, o MP-SP informou que sustenta que o assassinato ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e uso de arma de fogo de uso restrito.
Em relação à filha, o Ministério Público acusa Samir de tentativa de homicídio qualificado por perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.
Amanda Fernandes, de 42 anos, foi morta pelo sargento Samir Carvalho, em Santos (SP)
Redes sociais
Filho da vítima
O filho da vítima, Davi Fernandes Costa Carvalho, contou que Samir era agressivo e já havia feito diversas ameaças à família. Ele quer que o homem jamais volte a se aproximar.
“Eu não quero ter contato, não quero que se aproxime de mim, dos pequenos, da minha família”, afirmou Davi, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
Laudo necroscópico
O laudo necroscópico da vítima indica que a maioria das facadas atingiu o lado direito do corpo de Amanda, com golpes da coxa até a face. O documento aponta também que os tiros foram disparados à distância.
O médico legista responsável pelo documento concluiu que Amanda sofreu “morte violenta, decorrente de anemia aguda por hemorragia interna traumática, em consequência dos ferimentos” causados pelos tiros e facadas.
Amanda Fernandes e Samir Carvalho (à esq.) e laudo do IML (à dir.)
Redes Sociais e Reprodução
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Fonte: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/10/16/sargento-que-matou-esposa-com-51-facadas-e-atirou-na-filha-em-clinica-e-condenado-a-123-anos-de-prisao.ghtml

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